Em tempos de advento – anuncio-vos o terceiro Iluminismo

Alguns pensadores consideram que há um conjunto de grandes questões que todo o homem coloca a si mesmo. Todas elas giram em torno do sentido e do significado. «Porque existe o Cosmos e não o nada?», «Donde venho, o que anda cá fazer e para onde vou?», «Qual o sentido da vida?» Outros, noutro registo e linguagem, preferem falar dos problemas da finitude humana, do sentido da experiência da impotência humana nas situações limites (certas doenças, tragédias, dramas e morte.

As abordagens destes temas são normalmente do domínio da filosofia ou das religiões. Respostas variadas quer das filosofias quer das religiões. Enquanto nas primeiras algumas fecham as portas ao extramundano, outras mantêm uma abertura a essa possibilidade. Já as respostas religiosas encontram a resposta sempre no Transcendente, seja qual for a configuração que dêem a esse Outro.

Quer nas abordagens filosóficas, quer nas religiosas, o enfoque é a pessoa. Trata-se sempre da «minha salvação», do «sentido da minha vida». Algumas ideologias assumiram esta dimensão soteriológica e pretende ser resposta para a salvação da humanidade.

Hoje deparei-me, nas minhas leituras, com uma forma de colocar o problema — ao nível da espécie – em que nunca tinha pensado. O modo de colocar o problema vem de um registo científico e não religioso e sugere uma nova filosofia.

 

“Como base, precisamos de explorar cada vez mais profundamente o significado da humanidade, porque é que existimos em vez de nunca termos existido. E além disso, porque é que nada que remotamente se assemelhasse a nós alguma vez existiu na Terra. O graal a ser procurado é a natureza da consciência, e como é que ela surgiu. Igualmente fundamental é a origem e a proliferação da vida no seu conjunto.

Numa perspectiva mais estreita, como é que explicamos a existência de dois géneros – ou mais, tendo em conta a amplitude da sexualidade reconhecida actualmente? E porque é que existe sexo? Se pudéssemos reproduzir-nos da partogénese, ou simplesmente retirar rebentos dos nossos corpos, a vida seria muito mais simples. Estas não são questões irrelevantes, para serem discutidas no cabeleireiro ou com os convidados no fim do jantar. Não são jogos mentais, nem exercícios para aperfeiçoar as as capacidades de lógica. Tratam literalmente de questões da vida e da morte.

Temos de perguntar não só como, mas porque é que temos de morrer de velhice, e não por outra razão, e além disso porque é que temos um cronograma programado para o crescimento e declínio. E actualmente, na Era da Inteligência Artificial, somos obrigados a definir, de forma exacta, o que é um ser humano. Será que podemos construir um a partir de substâncias químicas comuns, pelo menos até ao nível de um óvulo fertilizado com um genoma específico? E se isto for impossível, o que eu duvido, precisamos de debater seriamente os robôs humanóides, dotados de emoções e até mesmo de capacidades criativa.

Acredito que os cientistas e os estudiosos das humanidades, trabalharão em conjunto, serão os líderes de uma nova filosofia, que conjugue o melhor e mais relevante desses dois ramos do conhecimento. O seu esforço resultará no Terceiro Iluminismo. Ao contrário dos primeiros dois, este pode perdurar.”

Edward O Wilson (2018). Homo Creator. Lisboa, Clube do Autor: 192 – 193.

 

1.º Iluminismo – o dos Gregos – Razão

2.º Iluminismo – Século XVII – Ciência

3.º Iluminismo – O que aí vem – ciências mais humanidades.

 

De facto, isto não é assunto para discutir nem no barbeiro nem na cabeleira. Muito menos depois de jantar à mesa, sobretudo, se o repasto foi lato. O excesso de concentração de sangue em elucubrações filosóficas, pode ter consequências nefastas decorrentes da falta dele para a digestão. Boa digestão, caro leitor, para estas ideias.

Mário Pissarra

Anúncios
Standard

Filosofia de gabinete

Cepticismo

Ao arrumar uns livros encontrei no interior de um deles o seguinte registo:

 

Encontrei um céptico.

Eis uma dupla mentira.

Se falou e afirmou ou negou qualquer coisa, então já não  pode ser um céptico.

Se não falou, como posso saber que é céptico?

De disse que é um céptico, então já não o é.

Café Vigia, Dez./74.

 

O Vigia era o café que eu frequentava e já não existe. Situado junto ao Docemel e hoje é um aloja dos 300. À época chegaram as telenovelas. Uma das mais famosas era a Gabriela Cravo e Canela. A arte de gracejar, muito portuguesa, tratou logo de fazer a respectivas adaptações. A proprietária, Dona Amélia, passou a ser a Maria Machadão, que recebia no Bataclã, o canto à direita de quem entrava, os coronéis. Até um Tonico Bastos foi escolhido entre um dos clientes. Era mulherengo e tinha o respectivo bigodinho. Era um verdadeiro Bataclã, só nunca se por lá enxergaram os consolos dos coronéis!…

 

Voltemos aos cépticos. Este meu impulso vagabundo de cigano está sempre pronto a partir sabe-se lá para onde e sempre pronto e deixar o tema em questão. O desafio derrotar o cepticismo tem sido uma dor de cabeça para muitos filósofos. A discussão com os que se dizem cépticos é uma tarefa inglória. É uma daquelas discussões em que o interlocutor nunca está onde está. E, quando parece que o apanhamos em contradição, sendo a sua argumentação auto-destrutiva, remata inevitavelmente com a pergunta: como sabes que sabes?

Hoje acrescentaria:

1.- A questão do conhecimento não deve colocar-se no que ei sei, mas no que nós sabemos. Muito do que eu sei é atestado por muitos outros ou quase todos os outros. O sujeito do conhecimento, científico, por exemplo, não é o eu, mas o nós.

  1. Esperava encontrar o céptico na rua e perguntar-lhe-ia: não se importa de de indicar o caminho para a o 53 (o café que frequento actualmente)? Imaginemos que me informava que não sabia o caminho. Já sabia que não sabia. Se me indicava um caminho, mesmo que errado, então sabia

Conclusão: Descartes duvidou de todo o seu saber, da existência do Mundo e até admitiu que um Diabrete Enganador usasse todo o seu engenho para o ludibriar; os cépticos são filósofos de gabinete de ar condicionado e o cepticismo é uma filosofia de gabinete. Assim que se sentam à mesa ou saem à rua, lá se vai a sua filosofia. Será que eles sabem o que levam à boca ou se a porta esta aberta?

Mário Pissarra

Standard

Sabichões e gabarolas

Ao longo da nossa vida todos nos cruzámos com inúmeros sabichões e fanfarrões. São um género de pessoas que procuro evitar e de que não gosto. È muito comum encontrá-los entre os filósofos e os políticos. A sua verdadeira especialidade é enrolar.

Já aqui referi, que admiro as pessoas eruditas e sábias, mas que mantêm a humildade sófica de reconhecer que o muito que sabem é apenas uma gota de água no oceano que há para investigar e conhecer. Aprecio sobretudo os recatados. Normalmente, este problema refere-se ao nível dos conhecimentos de uma pessoa e das suas intervenções discursivas.

A ciência e o estudo do evolução dá-nos uma outra percepção do problema.

 

Homo sapiens, animais e Umwelt (o que nos rodeia)

 

“Os seres humanos não são apenas incapazes de compreender o tempo, mas também quase inconscientes em relação àquilo que acontece à sua volta no presente. Nas nossas vidas quotidianas imaginamos que estamos cientes de tudo o que se passa nas imediações. Na realidade, apercebemo-nos de menos da milésima parte de um por cento da diversidade das moléculas e das ondas de energia que circulam constantemente à nossa volta e através de nós. A parte que nos apercebemos é apenas suficiente para salvaguardar a nossa sobrevivência pessoal e a reprodução, e, na sua maioria, adequada para as tensões suportadas pelos nossos antepassados paleolíticos. É assim que funciona a evolução através da selecção natural. Somos o produto de uma força que é simultaneamente poderosa e extremamente económica.”

 

“Na visão, a única partícula a que reagimos é o fotão. De uma forma ainda mais restritiva, os nossos fotorreceptores não detectam mais do que ínfimas parcelas o espectro electromagnético. A nossa visão começa no extremo de baixa frequência com o vermelho (e nem sequer alcança antes o infravermelho) e termina antes do ultravioleta no extremo da alta frequência. Se tivéssemos um melhor conjunto de fotorreceptores, haveria uma maior variedade de cores e tonalidades que poderíamos contemplar e nomear. Se pudéssemos acrescentar a visão dos falcões e das borboletas, o impacto nas artes visuais seria revolucionário.”

 

“E o som? É essencial para a nossa comunicação, mas em comparação com os génios auditivos do mundo animal, estamos perto dos surdos”

 

“E o olfato? Os seres humanos, em comparação com os restantes seres vivos, são praticamente anosmáticos. Todos os ambientes, naturais ou cultivados, estão cheios de feromonas, químicos utilizados para comunicar entre os membros da mesma espécie, e alomonas, utilizadas pelos organismos para detectar outras espécies como potenciais predadores, presas ou parceiros simbióticos.”

O Wilson (2018). Homo Creator. Lisboa, Clube do Autor, 67;68;69.

 

Não há dúvidas que com sentidos mais aperfeiçoados seríamos outros homens, os nossos conhecimentos seriam muito diferentes e a visão da realidade ganharia outras dimensões. È verdade que vamos criando artefactos para aperfeiçoarmos e prolongarmos os nossos sentidos. É uma das direcções  por onde caminha a Inteligência Artificial, a ciência e a técnica.

Mário Pissarra

Standard

Varia

Hoje ao arrumar uns livros num caixote e ao retirar os apontamentos, papéis e marcadores dei com esta ficha de citações num deles. As anotações são do século passado, década de 60-70.

  1. «Nada há de mais insuportável que uma mulher rica» (não referia autor)
  2. «Para quê caminhar à frente dos males e perder a vida antes da morte» (Séneca)
  3. «Ninguém se adorna para se esconder; só se ornamenta quem quer ser visto». (S. Gregório)
  4. «O fim de uma vida infeliz é sempre suave». (autor não referido)
  5. «Não devemos dar mais importância ao louvor de um amigo do que à censura de um inimigo». (Abelardo
  6. «Para passar o veneno da corrupção para o coração duma mulher, nada existe como outra mulher». (Heloísa)
  7. «A virtude na fraqueza é perfeição». (autoria não referida)
  8. «Quem passa a vida a beber e tomou como profissão esvaziar copos» (Heloísa)

Este Abelardo, além de um filósofo brilhante, é uma figura ímpar. Um cónego parisiense contratou para dar aulas privadas à sua sobrinha Eloísa. Ou porque ele a seduziu ou porque ela se apaixonou por ele, o facto é que a notícia chegou aos ouvidos do famoso clérigo francês. Tratou de contratar uns meliantes que a seu mando castraram célebre filósofo. Não contente com isso, encerrou a sobrinha num convento. E o filósofo, dada a situação, fez o mesmo. Mas a paixão não morreu. Nessa mesma década do século passado, li com gosto e prazer cartas que trocaram entre si.

Muitos defendiam que eram um verdadeiro testemunho da vivência romântica da paixão em Plena Idade Média. Não me passa pela cabeça defender que a vingativa castração às ordens de um cónego é abençoada e, muito menos, que aumentou o potencial reflexivo do filósofo.

Mário Pissarra

Standard

Empatia e os pais que usam tampões

Todos conhecemos pessoas simpáticas. Gostamos delas. A sua simpatia favorece a interacção. A ausência de simpatia merece muitas vezes referência como: «é uma cara de pau», pois o sorriso fugiu para quilómetros de distância; «parece que toda a gente lhe deve dinheiro» e, por isso, «tem cara de poucos amigos»; o meu pai diria que «está sempre de trombas» ou que «tem uma beiça capaz de se atar com um baraço de palha».

Tão ou mais importante que a simpatia é a empatia. Pela empatia cognitiva temos a capacidade de compreender as intenções do outro, isto é, o que o outro está a pensar. Pela empatia emocional temos a capacidade de sentir o que o outro está a sentir. Pela empatia cognitiva sou capaz de compreender o pensamento do outro e as suas razões; pela empatia emocional consigo colocar-me no lugar do outro e partilhar os seus sentimentos e emoções (alegrias, dores, raiva, ódio, etc.).

A ciência descobriu que a empatia está relacionada com uma hormona chamada oxitocina e os estudos experimentais revelaram que uma criança ao ouvir a voz da mãe liberta mais oxitocina do que quando ouve outras vozes. Daí a importância da mãe falar muito e com frequência com a criança. Se a criança ler uma mensagem escrita da mãe já não se produz o mesmo afeito – assegura o estudo.

Também o olhar nos olhos, o conviver, a massagem, o abraço, o contacto-conforto, o toque corporal, o contacto físico, o beijo aumentam a produção da referida hormona. O pico da sua produção é orgasmo.

A nossa sociedade está a perder esta riqueza que é a empatia na interacção. A empatia desempenhou uma função essencial enquanto estratégia evolutiva. A cooperação humana permitiu aumentar a possibilidade de atingir objectivos comuns na caça e no trabalho.

Continua a ser importante ter capacidade de ler e de ver o resultado das nossas acções nos outros. Se o choro de uma criança não nos incomoda é porque o mundo está perdido. Ou quase … Que pensar dos pais que usam tapões?

Mário Pissarra

Standard

Identidade

A questão da identidade refere-se tanto à pessoa individual como ao país. Há outras dimensões, mas não são aqui relevantes. Quer num caso quer noutro, a identidade é uma construção dinâmica, que tem a sua história e passa por momentos de crise ou rotura.

No plano individual, há frequentemente um choque entre a imagem interior e a imagem exterior. Consideramos que o eu verdadeiro é o interior e, em nosso entender, os outros não reconhecem quem somos nem a dignidade e valor que merecemos. E. Erikson teorizou a crise de identidade da adolescência e propôs uma moratória para que o adolescente tivesse tempo para se descobris a si próprio, isto é construir a sua identidade. Esse tempo, um compasso de tempo de espera é, muitas vezes, encarado pelos adultos como uma perda de tempo, mas, para o adolescente, é um tempo necessário para fazer experiências e perspectivar o futuro. A ruptura com a criança que já não é choca com o adulto que ainda não é nem sabe como quer ser. Frequentemente, este choque é duro e doloroso e o sentimento de incompreendido é vivido com algum dramatismo.

A identidade nacional é tão ou mais complexa que a individual. Também não está isenta de rupturas e momentos de tensão.

Mas o que tem a identidade nacional com cabelos tapados ou cabelos ao léu? Antes de se rir da pergunta, leia o episódio contado pela antiga Secretaria de Estado dos EUA.

            Visitei a Turquia durante esse período e pude testemunhar as emoções despertadas por este assunto aparentemente trivial, e que continua por resolver. O público da conferência que eu fui convidada a proferir incluía algumas mulheres com o cabelo coberto e outras, não. Quando chegou o momento das perguntas, quiseram saber qual a opção que eu achava mais correta. A resposta, tenho a certeza, foi bem clara: «O que fazem com o vosso cabelo deve ser decisão de cada uma de vós. É uma questão de escolha individual.» A minha tentativa de imparcialidade não agradou a ninguém. Onde eu via valor na diversidade, as mulheres de ambos os campos viam uma questão fundamental de identidade, um debate sobre nada menos do que significava ser turco. Esta opinião não podia ser contornada sugerindo que não era importante.”

Madeleine Albright (2018). Fascismo. Um alerta. Lisboa, Clube do Autor:178.

 

O que para ela era uma questão de liberdade individual, em que cada mulher escolheria a seu belo prazer, para as mulheres turcas o significado era outro.

Não estaremos, muitas vezes, a dizer ao outro: para te reconhecermos tens de deixar de ser quem és.

Mário Pissarra

Standard

Os homens de monóculo são perigosos …

Nos debates desta semana no Festival de Filosofia, estiveram sempre presentes três atitudes bem distintas:

Tecnofobia: o medo da técnica e das suas inovações. Diria que olham apenas com um olho e, por isso, só vêem perigos. Ora quem só vê perigos, naturalmente, tem medo. E se o medo atinge uma determinada dimensão, então o futuro só nos pode reservar a catástrofe. O cinema de ficção científica há muito que explora este filão das visões catastrofistas.

Tecnofilia: o amor à técnica e às promessas e inovações que ela nos irá proporcionar. Estes olham apenas com o outro olho. Tudo o que aí vêm é extraordinário e os perigos ou não existem ou são despiciendos. A ciência e a técnica são a única esperança e a salvação da humanidade. As pequenas areias que surgem no percurso não passam de pequenos acidentes que, mais tarde ou mais cedo, serão eliminadas.

Realismo: não se podem negar os benefícios da tecnociência, mas também não se podem esquecer os muitos problemas que a sua evolução tem trazido. Como humanos, somos convidados a olhar com os dois olhos. Só esse uso garante uma visão mais equilibrada e perfeita.  Só ela permite em simultâneo, usufruir dos inúmeros benefícios que a ciência e a técnica  proporcionam, mas, ao mesmo tempo, exige atenção e vigilância em relação às ameaças e perigos que aí vêm e que já estão aí. A vida, no aqui e agora, é este misto de esperanças, alegrias e conquistas com ameaças, perigos e medos. Da estrutura de qualquer humano fazem parte as suas crenças e as suas esperanças.

O que há aqui de novo?

Nada. Sempre que há grandes alterações civilizacionais ou alterações significativas na vida de um ser humano, uns tendem a agarrar-se à segurança do passado, outros tendem a avançar pelo futuro sem precauções enfeitiçados pelo riso do futuro no horizonte. A maioria busca um equilíbrio, aproveitando a riqueza do passando, fazendo do futuro o motor do seu empenhamento e construindo e melhorando o presente.

Pessoalmente não sou dos que acham que no presente tudo está mal, como não aceito que tudo está bem. Nunca vivi num dos oásis que ouvi proclamar a vários políticos portugueses, mas também nunca vivi no vale de lágrimas bíblico. Felizmente! Não simpatizo com os que pensam que a História caminha do bem para o mal. Prefiro crer que avançamos do mal para o bem. Melhor, do menos bom para o melhor.

A vida humana é sempre esta mescla de bom e de mal ou menos bom. A minha idade ensina-me: o positivo (bem) e o negativo (mal) coabitam sempre, mas o saldo vai sendo sempre o avanço para melhor. Todos os indicadores o afirmam.

As grandes alterações prometidas pela  Inteligência Artificial, as suas repercussões no Trabalho e as inquietações suscitadas pelo Transumanismo já não poderei ser testemunho ou utilizador, mas espero que os jovens filósofos abrantinos, quando chegarem à minha idade, possam confirmar a minha tese e esperança no poder humano para construir um futuro melhor. Como nunca, a terra será a casa de todos pela qual cada um é responsável e as inovações tecnológicas permitirão tornar os humanos verdadeiramente cidadãos do mundo.

Mário Pissarra

Standard